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02 maio 2010

EDITORIAL

Os comentários exprimem a opinião dos comentadores independentemente do sexo, da religião, da cor de pele, da cor política, da cor clubista, da nacionalidade, da língua, do 'volume da carteira', com ou sem 'canudo', letrados ou iletrados, bonitos ou feios...

O respeito pelo outro...
a lealdade, mesmo na luta com o nosso adversário...
o princípio de que a nossa liberdade acaba quando interfere com a de um nosso semelhante...
impõe que se pratique a moderação dos comentários sem censura ou corte ideológico!...

O Barco Rabelo


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12 abril 2010

AJUDEMOS A CAROLINA



A Carolina sofre de uma leucemia mielóide aguda. Os médicos acreditam que um transplante a pode salvar. Precisamos da ajuda de todos para encontrar um dador de medula óssea compatível.

Bastam dois pequenos tubos de sangue para te registares como dador de medula óssea. Se fores compatível, podes salvar uma vida!!!

Dia 14 de Abril, na Escola Secundária de S. Pedro. Aparece!



Retirado de facebook.com

13 outubro 2008

Nova espécie de ave avistada no Douro

Pilrito-de-colete é uma espécie que nidifica na tundra pantanosa da Ásia

O pilrito-de-colete, uma espécie de ave rara em Portugal foi avistada no Estuário do Douro, o primeiro refúgio ornitológico criado em Portugal por iniciativa municipal, confirmou o Comité de Raridades da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).

«Isto só vem confirmar que se trata de um local com poder de atracção para as aves migratórias», afirmou Nuno Oliveira, coordenador deste refúgio ambiental, em declarações à Lusa.

Nuno Oliveira recordou que esta espécie «nunca tinha sido avistada no Estuário do Douro» e que, mesmo em Portugal, é «muito rara».

O pilrito-de-colete é uma espécie que nidifica na tundra pantanosa da Ásia e, no Inverno, pode ocasionalmente ser observada na Europa, mas raramente tão a sul.

O Comité de Raridades da SPEA confirmou este ano quatro avistamentos desta espécie em Portugal, dos quais dois em Alcochete, um na Ria Formosa e o restante no Estuário do Douro.

O Refúgio Ornitológico do Estuário do Douro foi inaugurado no início de Junho na Bacia de Sampaio, em Gaia, abrangendo uma área com cerca de 20 hectares onde já foram referenciadas mais de 100 espécies de aves.

Na perspectiva de Nuno Oliveira, «este refúgio é um importante ponto de apoio à nidificação das aves e às migrações». «É uma área importante no contexto das zonas húmidas de que as aves necessitam para se alimentarem e descansarem durante as rotas migratórias», frisou, acentuando que este refúgio ornitológico se assume como uma espécie de área de serviço para as aves migratórias.

Este espaço de preservação ambiental deverá, dentro de alguns meses, ser a primeira Reserva Natural Local criada em Portugal por iniciativa autárquica.

A criação da reserva foi aprovada pela Câmara de Gaia em finais de Agosto, decorrendo actualmente o período de discussão pública, que termina em meados de Novembro.

O projecto terá depois que ser aprovado pela Assembleia Municipal de Gaia, seguindo-se a publicação no Diário da República.

«Este novo estatuto jurídico vai permitir que a reserva tenha um regulamento próprio, com força de lei», salientou Nuno Oliveira, acrescentando que «a integração no sistema nacional de áreas protegidas também facilita o acesso aos fundos comunitários».

in http://diario.iol.pt/ambiente/ave-douro-ambiente-rio-douro/1001568-4070.html

TURISMO: Presidente da Comissão Instaladora do Pólo do Douro eleito terça-feira

Segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O novo presidente da comissão instaladora do Pólo de Desenvolvimento Turístico do Douro - Turismo do Douro - é eleito terça-feira, em Vila Real, cidade que vai acolher a sede desta nova estrutura, disse hoje o governador civil.

O secretário de Estado do Turismo decidiu criar na semana passada uma nova Comissão Instaladora do Pólo de Desenvolvimento Turístico do Douro para que seja desencadeado, em breve, o processo eleitoral que permitirá a entrada em funcionamento desta estrutura.

A decisão de Bernardo Trindade teve como objectivo "resolver o clima de instabilidade e ultrapassar problemas acerca da liderança do organismo".

O impasse quanto à liderança do pólo do Douro terá surgido porque o presidente e o vogal da extinta Região de Turismo Douro Sul não se entenderam sobre quem devia ter lugar na comissão instaladora, criada pelo Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE).

O governador civil de Vila Real, António Martinho, disse hoje à Agência Lusa que o novo presidente da comissão instaladora é eleito terça-feira e será escolhido entre os sete elementos que a compõem actualmente.

São eles Ricardo Magalhães, em representação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Armando Miro, presidente da ex-Região de Turismo do Marão, Paula Reis, técnica superior da ex-Região de Turismo do Douro Sul, Francisco Lopes, presidente da Câmara de Lamego e representante da Associação Nacional de Municípios, Carlos Marinho, representante da Associação Portuguesa de Hotelaria e Turismo (APHORT) e António Martinho, Governador Civil e representante do secretário de Estado do Turismo.

Martinho salientou que o novo presidente terá como principal missão organizar o acto eleitoral do Turismo do Douro e garantir que a região não "perca oportunidades nem financiamentos".

Hoje mesmo foi publicada em Diário da República a portaria nº 1150/2008 sobre o Pólo de Desenvolvimento Turístico do Douro e os estatutos desta entidade regional de turismo.

De acordo com a portaria, a entidade regional de turismo do pólo de desenvolvimento turístico do Douro, criada nos termos do n.º 01 do artigo 4.º do Decreto -Lei n.º 67/2008, de 10 de Abril, adopta a denominação Turismo do Douro e fixa a localização da sua sede em Vila Real.

Esta estrutura compreende o território abrangido pelos municípios de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe,

Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Real e Vila Nova de Foz Côa.

À Turismo do Douro compete a valorização turística deste território, visando o aproveitamento sustentado dos recursos turísticos.

A nova estrutura terá que promover a oferta turística no mercado interno e colaborar na definição da promoção da região no mercado externo, identificar e dinamizar os produtos turísticos regionais.

Outro dos seus objectivos é propor a classificação de sítios e locais de interesse para o turismo e fomentar a divulgação do património natural, arquitectónico e cultural, bem como o estímulo à tradição local em matéria de artesanato, gastronomia e criação artística.

O governo concretizou uma reestruturação no sector do turismo reduzindo o número das antigas regiões de turismo, que eram 19, para cinco ERT, a que se acrescentam os pólos turísticos, com autonomia de gestão.

Com a lei publicada em Abril, Portugal passou a ter as regiões turísticas de Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve - além de Madeira e Açores - e ainda os pólos turísticos Douro, Serra da Estrela, Leiria-Fátima, Oeste, Litoral Alentejano e Alqueva.

in http://www.reporterdomarao.com/MARAO/MARAO_online/2C5F57DA-03D2-452F-B552-FC780177517B.html

07 outubro 2008

TRÊS MESES DECISIVOS PARA O DOURO

Estrutura de Missão quer um projecto global de desenvolvimento para obter apoios comunitários
EDUARDO PINTO

Anda a partir-se mais pedra no Douro. Para que nasçam novas vinhas, certo. Mas sobretudo para tombar mentalidades de capelinha, as que têm inveja do vizinho. Há três meses para pôr todos a remar para o mesmo lado.
Até ao fim deste ano, a Estrutura de Missão do Douro (EMD) quer ter em mãos um projecto global de desenvolvimento para obter ajudas comunitárias através do Provere, assim se chama o Programa de Valorização dos Recursos Endógenos, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional.
"É um desafio exigente", concedeu o chefe de projecto da EMD, Ricardo Magalhães, no final de uma reunião, ontem, na Régua. O primeiro de uma série de encontros de trabalho, entre entidades públicas e privadas para debater, tirar dúvidas, incentivar, no fundo, congregar esforços. "Porque há mudanças em relação ao passado, porque os projectos têm de aparecer fazendo parte de um projecto global. Nada de projectos isolados", justificou o responsável.
O Programa "Douro - Região Vinhateira" vai ser candidato aos fundos comunitários por um consórcio público-privado liderado pela EMD e terá, necessariamente, de obedecer a uma "estratégia de eficiência colectiva". A ideia é que toda a região do Alto Douro venha a "tirar muito mais benefício" a partir de um produto composto e articulado, "sob pena de não virem a beneficiar de qualquer apoio".
O Provere não dispõe, para já, de um orçamento específico, mas aos projectos escolhidos confere-lhe uma "marca de mérito" que se traduzirá numa "via verde de acesso a vários programas operacionais, bem como a uma majoração do apoio financeiro".
O problema é que o tempo é escasso e não é fácil juntar no mesmo barco recursos técnicos e financeiros, bem como as vontades. Estas últimas, porventura, as de mais difícil concretização. A EMD assume que assim é, e por isso trata de juntar parceiros públicos com privados. O que tendo sido até agora uma verdadeira aventura acabou por se concretizar ontem, na Régua. "Estavam aqui 11 empresários de quintas do Douro", exaltou Ricardo Magalhães, habituado que está a ver representadas nestas reuniões de trabalho, esmagadoramente, instituições públicas.
Outro problema é que, como ficou claro no encontro de ontem, o tempo da Administração Pública não é o mesmo do investidor privado, que, naturalmente, quer ter retorno rapidamente. Daí que se clame por "maior agilização de processos", como frisou David Carvalho, director da companhia de teatro Filandorra; ou por uma "união efectiva para que todos consigam mais-valias de um fenómeno turístico que não existe em mais lado nenhum deste país", realçou Vitor Sobral, vereador da Câmara de Foz Côa. Pede-se a tal "eficiência colectiva".
Este é o caminho. Mas Ricardo Magalhães sabe que "não é por artes mágicas que se alteram comportamentos de um dia para ou outro. É preciso um tempo de maturação, para ganhar confiança", frisa.

In http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Vila%20Real&Concelho=Peso%20da%20R%E9gua&Option=Interior&content_id=1017582

26 julho 2008

Padroeira da Região Demarcada do Douro


Destaque
SANTA MARTA comemora a Padroeira da Região Demarcada do Douro
26-07-2008

O Município de Santa Marta de Penaguião comemorará nos dias 26, 27, 28 e 29 de Julho a festa de Santa Marta a Padroeira da Região Demarcada do Douro. O Municipio convida desde já toda a população, penaguiotas bem como todos os interessados, a participar!

Programa:

Sábado, dia 26 de Julho:

13:30h Prova de Perícia Automóvel
Organização: A.D.C. de Santa Marta
Avenida 13 de Janeiro

21:30h Actuação da Banda de Música da Cumieira
Parque Estádio Municipal

22:30h XIX Festival de Folclore
Grupos participantes:
Rancho Folclórico "Os Romeiros de S. Miguel"
Rancho Folclórico de Rocas do Vouga - Sever do Vouga
Rancho Folclórico de Sanfins do Douro
Rancho Etnográfico de Borbela - Vila Real
Organização: Rancho Folclórico "Os Romeiros de S. Miguel"
Parque Estádio Municipal

Domingo, dia 27 de Julho:

16:00h Concerto pela Banda Sinfónica da P.S.P. (Polícia de Segurança Pública)
Parque Estádio Municipal

22:00h Espectáculo "Douro, Vida, Vinha e Vinho"
pelo Grupo Bago Maduro
Auditório Municipal


Segunda-Feira, dia 28 de Julho

18:00h Abertura da Feira Medieval
Zona Verde e Mercado Municipal

20:30h Ceia Medieval
Zona Verde e Mercado Municipal

22:00h Recriação da Lenda de Santa Marta
pelo Grupo de Teatro Filandorra
Zona Verde e Mercado Municipal


Terça-Feira, dia 29 de Julho:

19:00h Missa em Honra de Santa Marta
Capela do Alto

22:00h Noite Musical com o Grupo "Banda Larga"
Parque Estádio Municipal

00:00h Sessão de Fogo de Artifício

21 maio 2008

EDP garante alternativas após afundar linha do Tua

Linha do Tua vai ficar mais ou menos submersa consoante a cota da albufeira que será definida no âmbito do Estudo de Impacte Ambiental

Eduardo Pinto - JN

Parte da linha ferroviária do Tua vai ficar debaixo de água, quer a barragem prevista para aquele rio seja construída à cota máxima ou à mínima (195 ou 160 metros). Garantia dada pela EDP, vencedora do concurso, no final da reunião de ontem, em Murça, que juntou à mesa responsáveis daquela empresa, autarcas dos cinco municípios abrangidos pelo empreendimento, e a Estrutura de Missão do Douro. A EDP assume, no entanto, que terá de encontrar uma alternativa de mobilidade para as pessoas que ficarem privadas de viajar no troço submerso.

António Castro, da EDP-Produção, negou ontem a possibilidade de ser estudada uma solução que permita preservar toda a linha, nomeadamente a parte mais espectacular, entre a Brunheda e o rio Douro. O responsável garantiu que a cota da albufeira "ainda não está definida", o que deverá acontecer em sede de análise do Estudo de Impacte Ambiental, que já deu entrada, na passada sexta-feira, no Instituto da Água (INAG). "Qualquer que seja a cota que constava do caderno do concurso promovido pelo Estado terá sempre impactos na linha".

Segundo o economista da EDP, o facto da via-férrea ficar debaixo de água "não quer dizer que desapareça", do ponto de vista de transporte de passageiros e turistas. "Uma parte da linha ficará desactivada, pelo que haverá que arranjar alternativas que compensem e sirvam claramente as pessoas", realçou. A EDP, sublinhou, "irá fazer tudo o que estiver ao seu alcance para levar o projecto avante", desde que asseguradas "as necessidades dos municípios e o próprio desenvolvimento da região".

É neste sentido que a empresa decidiu participar, ontem, em Murça, na segunda reunião de autarcas dos concelhos abrangidos pela barragem Alijó, Murça, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor e Mirandela. "Registamos com agrado uma mudança do comportamento da EDP na participação neste tipo de processo", referiu o anfitrião, João Teixeira, explicando que desta forma será de esperar que a barragem signifique "mais vantagens para as gentes do Vale do Tua".

António Castro assumiu que a barragem é "um projecto estruturante e importante" para a EDP, mas deseja que resulte em "bem para todos". Para os clientes da empresa que vão ter energia "limpa, renovável e barata"; para a região que poderá ter ali "um motor de desenvolvimento".

in http://jn.sapo.pt/2008/05/21/norte/edp_garante_alternativas_apos_afunda.html

15 maio 2008

DOURO ALLIANCE

28-05-2008 23:26 - Douro Hoje
UMA ESTRATÉGIA PARA A REGIÃO
DOURO ALLIANCE


Cooperação. O Plano estratégico da Douro Alliance será apresentado até Outubro. Fundadores consolidaram rede que une Vila Real, Régua e Lamego. Com o rio Douro a servir de cenário, os fundadores da Douro Alliance assinaram a 20 de Maio, no Peso da Régua, o protocolo de cooperação que visa consolidar formalmente a rede de cidades do Douro.

Às câmaras de Vila Real, Régua e Lamego, todas com liderança social-democrata, juntaram-se a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), as associações comerciais e industriais de Vila Real, do Peso da Régua e as associações empresariais de Lamego e a Nervir (Vila Real).

O anfitrião da cerimónia, do presidente da autarquia reguense, Nuno Gonçalves, salientou que o eixo composto por estas três cidades vai permitir o “desenvolvimento de todo o território” do Douro.

O próximo passo da Douro Alliance é elaborar o plano estratégico, que deverá estar concluído até Outubro, para posterior candidatura ao programa “Cidades Polis XXI”, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

Durante este período serão recolhidos contributos junto da sociedade civil, empresas e instituições, através da realização de fóruns, ciber-fóruns e criação de grupos temáticos.

A primeira acção visível da rede realiza-se já a 5 de Junho. Trata-se do “Fórum da Cidadania: Cidade do Douro, Cidade do Mundo”. Sob o lema “aquilo que nos une é efectivamente mais do que aquilo que nos separa”, esta acção vai debater quatro prioridades estratégicas, designadamente construção e afirmação da identidade do eixo, promoção e desenvolvimento sustentável, o reforço da atractividade e competitividade e a promoção da criatividade e da inovação.

Refira-se que as três cidades distam entre si não mais de 30 quilómetros, ligadas pela Auto-estrada 24, e têm cerca de 100 mil habitantes, dos quais 51 mil residem nas sedes de concelho.

in http://www.dourohoje.com/breakingnews/news.asp?Id=214

11 maio 2008

Manifestação em defesa da Casa do Douro

Com a devida vénia à DouroTV

18 abril 2008

Pesquisa Google sobre o Museu do Douro

Museu vai ter 11 núcleos na região


O Museu do Douro tem já programados 11 núcleos que serão implantados em toda a região demarcada, num projecto que vai ser alvo de uma primeira candidatura global à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), com vista à elaboração de um estudo de concepção, no valor de 300 mil euros, que se espera venha a ser financiado pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).

Segundo Maia Pinto, director do Museu, "os núcleos já previstos são 11. A saber Pão e Vinho (Favaios, Alijó), Amêndoa (Vila Nova de Foz Côa), Arrais e Cereja (Resende), Vinho (S. João da Pesqueira), Seda (Freixo de Espada à Cinta), Sumagre - planta utilizada para o curtimento de peles - (Muxagata, Vila Nova de Foz Côa), Barqueiros (Barqueiros, Mesão Frio), Imaginário (Tabuaço), Gastronomia (Lamego), chegada do caminho de ferro (Barca d' Alva, Figueira de Castelo Rodrigo) e Estação Eléctrica do Biel (Vila Real)"

Aquele responsável acrescentou que "estes núcleos terão uma programação integrada de forma a potenciar iniciativas dispersas, dando corpo à ideia de Museu do Território".

Recorde-se que a sede do Museu do Douro, na antiga Casa da Companhia, em Peso da Régua, está em fase de construção, num investimento global de 7,5 milhões de euros (2,5 milhões para equipamentos), devendo ser inaugurada em 14 de Dezembro.

JN
In http://radiosmarta.webnode.com/products/f2/
Sobre o Museu do Douro, clicar em http://www.museudodouro.pt/

08 março 2008

Douro: A causa das coisas

Pega uma pessoa numa publicação qualquer mesmo já dos tempos mais antigos, e não encontra referência à região do Alto Douro, onde não seja visível e tratada a crise do sector da vinha e do vinho, com muitos gritos de alguém que nos acuda que nos levam tudo e nos matam à fome. Aliás o próprio acto da demarcação mais não foi do que uma tentativa profunda para se dealbar e regular um sector em tormenta para muitos, e com muito boas entreabertas para uns poucos.

Isto claro, para além de ter sido um modo bem eficaz de o poder centralista deitar mão a uma actividade económica que em poucos anos se tinha afirmado como uma das mais promissoras e uma daquelas onde eram geradas as mais chorudas mais-valias. Este termo ainda não seria conhecido pelos homens de há duzentos e cinquenta anos, mas é o mesmo, pois não seria por uma questão de nome ou de conceito, que a riqueza não era sabida como tal.

Regulou-se então com um saber suficiente para ainda hoje ser actual, foram-se alargando mercados e foi-se estendo o território sob regulamentação, e transformou-se o produto em algo valiosíssimo logo tido como primeiro entre os primeiros depois de brotado deste chão estendido ente o Minho e o Algarve paredes meias com a Espanha e com o mar imenso.

Caso alguém se dê ao trabalho de olhar para o modo como historicamente entretanto os modos de ver e de agir se foram verificando e implantando, igualmente logo se apercebe de duas concepções distintas suportadas por contextos políticos gerais e com pouca ou nenhuma origem na região. Sempre que no poder politico do Reino e depois da Republica tiveram assento defensores de teorias mais autocráticas e mais absolutistas, ganhava força a Companhia criada pelo marquês do Pombal, e por essa via, mais intervencionada e regulamentada era a actividade no sector vinícola na região do Douro. Tudo indica que na sua inquestionável visão de grande estadista, Sebastião José de Carvalho e Melo, logo se apercebeu das especificidades da lavoura duriense, ou mais propriamente do vinho do Porto, e porque elas existiam, havia que ter cuidado. Porque o negócio era proveitoso, mas desigual, não podia ser entregue às contingências meramente conjunturais, e só podia funcionar a contento para as partes, quando devidamente regulado.

Pelo outro lado, sempre que o ceptro esteve na mãos de defensores das teorias da politica liberal, perdia força a Companhia. Perdeu-a de tal forma, que foi extinta em 1851 já com o liberalismo definitivamente implementado em Portugal, para contentamento de uns e para forte desagrado de outros. Está nos livros, que quanto mais fraca estava a Companhia, mais desprotegidos se sentiam aqueles que granjeavam as videiras e produziam os vinhos que sempre foram e são a essência do negócio. Nada tardou que de chapéu na mão, tivessem de mendigar a compra dos seus néctares aos poucos que tinham e têm a profissão de os comprar para depois os vender. Neste anda que não anda, grassou em largos períodos a fome no Douro, e campeou a miséria em simultâneo com o maior regabofe e com a mais real abastança. A penúria de uns, sempre pareceu ser a melhor garantia para a barriga farta de outros. Mesmo entre os que na região viviam em redor das vides que davam o sustento das vidas, nem sempre este foi justo e devidamente repartido para que os estômagos se não colassem às costas que acartavam ou enchiam os cestos vindimos.

Já quase na nossa era, em 1932, com um Estado Corporativo e ditatorial a nascer, para obviar os enormes problemas e a mais uma vez enorme crise, fundou-se a Casa do Douro que depois recebeu delegação de competências do Estado, e que por essa via, regulamentou a actividade. Grosso modo, décadas depois, quase um século, substituiu a Companhia oitocentista de onde o Douro vinhateiro nasceu.
Mas como dizia o poeta, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, e essas agora germinam não na capital do país, mas antes na da União Europeia, por entre os corredores labirínticos da burocracia e da tecnocracia, que como se sabe, são desenhados ao jeito dos membros e dos interesses economicamente mais fortes.
Neles, o Douro mais não é do que um pequeno ponto na parede impessoal de um qualquer gabinete, e no devido tempo, não se soube ou não se pôde pela parte de Portugal fazer ver as características únicas da lavoura duriense. Não se entendeu o que foi entendido há dois séculos e meio, e entregaram-se as regras quase ao livre arbítrio e ás contingências do mercado, ainda que por cá, meia dúzia compre o produto que trinta e tal mil produzem, sem que se repare que assim não pode dar certo. Levantam-se clamores, aludem-se interesses egoístas e inconfessáveis, a par de eventuais soldos, mas reflecte-se muito pouco ou nada.

A causa das coisas poucos se dão ao trabalho de a perceber, mesmo que tal seja imprescindível. Quase tanto como acabar aqui o artigo, que já vai quase tão longo como o esquecimento que permitimos que sofra este nosso Douro que nos estremece.

mail: Manuel Igreja
in Diário de Trás-os-Montes

01 março 2008

Douro limpou 103 lixeiras

No âmbito de uma acção conjunta entre a CCDRN, o IPTM e a UTAD foram limpas 103 lixeiras que denegriam a imagem do Alto Douro Vinhateiro. A população foi sensibilizada, encontrou-se soluções para os lixos e os espaços foram vedados. Subsiste um problema: onde pôr os entulhos
Dora Barros

No espaço de um ano e meio a Região do Alto Douro Vinhateiro livrou-se de 103 lixeiras. Estes são os resultados da acção Douro Limpo – Campanha de Sensibilização e Educação Ambiental no Alto Douro Vinhateiro, que serão hoje apresentados e que foram avançados ao JANEIRO por Margarida Marques, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
De acordo com a docente, a campanha envolveu 11 dos 13 municípios que integram a área classificada pela Unesco como Património Mundial da Humanidade, isto porque Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa não puderam participar nesta iniciativa conjunta da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos e Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. “Estes dois municípios não foram abrangidos pelo protocolo, mas não os deixamos de lado. A campanha de sensibilização também os incluiu”, disse Margarida Marques.
Segundo o estudo, um dos factores que contribuiu para que ao longo dos anos as margens do Douro fossem usadas como depósito de lixo é a falta de alternativas. “Muitos dos resíduos não tinham soluções e ao longo desta campanha, que envolveu também todas as câmaras municipais, foram criadas alternativas”, disse, salientando as respostas dadas, sobretudo, aos veículos em fim de vida e aos resíduos eléctricos e electrónicos.
Apesar disto, subsiste, ainda, um problema: os lixos resultantes das empreitadas de construção e demolição. “Até hoje ainda não conseguimos encontrar uma solução para os entulhos”, salientou a docente, explicando que um dos espaços que mereceu muita atenção situava-se entre a Régua e o Pinhão, tendo demorado um mês a limpar.
No seu entendimento, o problema das lixeiras clandestinas no Douro surgiu, em parte, não por falta de cidadania, mas por falta de informação.
Também José Coutinho, responsável do IPTM, destacou a boa recepção que esta campanha teve junto da população, tendo destacado a quase inexistência de reincidências. “De facto, as lixeiras mais significativas eram constituídas na sua maioria pelos lixos da construção civil, no entanto, penso que a população está muito mais sensibilizada para este problema e desde que iniciámos esta campanha detectámos apenas uma ou duas reincidências”, explicou.

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Classificação
Património Mundial
O elevado número de lixeiras espalhadas pelo Douro é um dos argumentos que poderia pôr em causa a classificação da Unesco. No entanto, depois desta campanha está para já afastada essa hipótese, até porque “o Património Mundial não se pode dar ao luxo de desperdiçar recursos e criar impactos ambientais graves”.

in http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=2b36f87ab0e1082a9f00995b13a37ca8

20 dezembro 2007

Acordo sobre o vinho traz mais dinheiro para o país

Célia Marques Azevedo, Correspondente JN em Bruxelas

A presidência portuguesa da União Europeia chegou ontem a acordo sobre a organização comum do mercado do vinho. O ministro da Agricultura traz para Portugal um envelope anual de 71,2 milhões de euros, contra os 65,4 milhões anteriormente atribuídos. O valor vai somar-se aos 100 milhões de euros anuais que o sector vai receber por via do desenvolvimento rural.

Os apoios comunitários incluem já as verbas destinadas a compensar os agricultores que decidam pelo arranque da vinha e uma margem para a promoção do vinho português no mercado mundial.

Segundo Jaime Silva, o dinheiro chega. Aliás, sublinha que "o problema de Portugal não é a falta de dinheiro". Além do envelope nacional, existe também o plano de desenvolvimento rural aplicável a todo o sector agrícola. São 3500 milhões de euros para o período 2007-2013, e dos quais o "Governo já indicou que o vinho é uma das fileiras prioritárias", disse o ministro.

O arranque da vinha vai mesmo acontecer. Em toda a Europa serão 175 mil hectares, contra os 200 mil propostos pela Comissão Europeia. Em Portugal pode chegar até aos 17 mil hectares, mas cabe ao país decidir deixar de fora as zonas de denominação de origem.

No primeiro ano, Jaime Silva conta autorizar o arranque de 10 a 12 mil hectares de pés. Para já, o ministro exclui a região do Douro, ainda que possa ser uma decisão reversível e se o agricultor optar posteriormente pelo arranque, poderá fazê-lo. "O arranque pode ser gerido por nós, vamos estabelecer as regras e vamos isentar as regiões de montanha - o Douro fica de fora", anunciou.

O Governo avisou que a aposta é na reconversão. Por isso, o prémio de 7174 euros por hectares não será atribuído a quem já tiver as vinhas ao abandono.

Contra a reforma do sector do vinho - que vai liberalizar os direitos de plantação a partir de 2015, com um período de adaptação de três anos - votaram Malta e a Dinamarca, enquanto a Estónia se absteve.

A proposta aprovada ontem em Bruxelas introduz no rótulo da garrafa de vinho de mesa o ano de produção e a casta. "Há uma imensa oportunidade para os vinhos de europeus, porque temos uma boa relação qualidade preço e não há que ter medo disso", disse Jaime Silva.

A comissária europeia da Agricultura disse que a reforma - que entra em vigor a 1 de Janeiro de 2009 - não foi aprovada tal como ela a pretendia, uma vez que entre outras coisas foi reintroduzida a permissão de adição de açúcar ao vinho, mas que ainda assim foi um acordo "muito decente".

Porto e Douro reivindicam apoio especial

A Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP) defendeu, ontem, que o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto deve criar um fundo, através da canalização de 6,5 milhões de euros do seu cativo orçamental, para promover as marcas do sector. Afinal, afirmou George Sandeman, presidente da AEVP, num encontro com jornalistas em Gaia, "são as marcas que dão valor às categorias de vinho". Além disso, acrescentou, as acções promocionais são fulcrais para "criar mais momentos de consumo", quer do vinho do Porto, como do Douro.

George Sandeman defendeu que os novos mercados de promoção deverão ser os EUA, mas também os países da Europa de Leste, a Escandinávia, Ásia, designadamente a China e a Rússia. De igual modo, Sandeman disse não ser possível descurar os mercados tradicionais do vinho do Porto, como França (que só em Outubro deste ano absorveu 23,8% da produção), Bélgica, Holanda ou Inglaterra. O responsável alertou, ainda, que o sector deve conhecer a "estabilidade", situação possível de alcançar se houver "estabilidade na Casa do Douro", representante da área da produção do Douro. E que o mercado do vinho do Porto deverá "modernizar as sua regras". IF / JN

16 novembro 2007

Governo avança com acções de execução fiscal à Casa do Douro

1-
Governo avança com acções de execução fiscal à Casa do Douro (Jornal de Negócios)

O ministro da Agricultura, Jaime Silva, deu ordem ao IVV - Instituto da Vinha e do Vinho, IVDP - Instituto dos Vinhos do Douro e Porto e IFAP - Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas para avançarem com processos de execução fiscal à Casa do Douro, apurou o Jornal de Negócios.

Jornal de Negócios Online
in http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Empresas&CpContentId=305955


2-
Casa do Douro: Ministério da Agricultura executa dívidas da Casa do Douro, para recuperar 3,3 milhões de euros de dívidas.
in Jornal de Negócios

ultimahora.publico.clix.pt
in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1310873&idCanal=10

15 novembro 2007

“Os Verdes” recorrem à UNESCO para evitar construção de barragem no Tua

Alegando impactos negativos em paisagem património do mundo


“Os Verdes” recorrem à UNESCO para evitar construção de barragem no Tua


A intenção do Governo construir uma barragem na foz do Tua já está a levantar polémica. Alegando que a construção vai ter impactos negativos, o partido “Os Verdes” já pediu a intervenção da UNESCO, responsável pela classificação da parte da área em causa como património do mundo. O presidente da Câmara de Mirandela também é contra porque a construção da albufeira vai acabar com o que resta da linha férrea do Tua.



O partido ecologista “Os Verdes” entregou vários documentos à UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura ) na tentativa de vir a impedir a construção da barragem na Foz do Tua, em plena zona do Alto Douro Vinhateiro, classificado como Património Mundial por aquele organismo. “É um apelo ao comité para que intervenha junto do Estado Português, no sentido de zelar pela integridade do património”, especificou a dirigente do partido, Manuela Cunha, revelando que “a barragem vai ter impactos muito grandes na emblemática paisagem”.
A dirigente de "Os Verdes" considera mesmo que, se o Governo construir esta albufeira, integrada no Plano Nacional de Barragens, está a desrespeitar o Plano de Ordenamento do Território do Alto Douro Vinhateiro, aprovado em Conselho de Ministros. “Esse plano era um instrumento que o próprio Governo tinha criado como um instrumento para preservar e intervir na área classificada, e, também aqui, este plano é, de certa maneira, desrespeitado”, afirma Manuela Cunha.
Para além disso, de acordo com a mesma fonte, a construção da barragem implicaria o encerramento da linha-férrea do Tua. “A linha do Tua não é só por si classificada, mas integra uma área classificada e tudo isso está ameaçado, a paisagem é ameaçada com todo um património”, revela a dirigente de "Os Verdes".

Mirandela exige contrapartidas

À semelhança deste partido, o presidente da Câmara de Mirandela também é contra a construção da barragem, nomeadamente por fazer desaparecer o que resta da linha do Tua. No entanto, José Silvano está consciente que os restantes autarcas dos concelhos abrangidos pela albufeira estão na disposição de aceitar a sua construção e, por isso, já apresentou alternativas para que Mirandela recolha benefícios turísticos, caso a barragem avance. Segundo o autarca, a sua proposta foi oficializada no âmbito da discussão pública que teve lugar por causa da construção da albufeira, nomeadamente num debate organizado pela autarquia e pelo Movimento Cívico da Linha do Tua (MCLT), para discutir as consequências da construção da barragem.
“O plano que apresentei ao Governo prevê primeiro que o IC5 seja prioridade absoluta” especificou o autarca, acrescentando “que e a barragem só pode ter sentido turístico se tiver um canal de ligação entre o Douro e o vale do Tua, com uma inclusa na barragem para os barcos passarem”. Além disso, José Silvano quer ainda que “o espelho de água chegue ao açude de Mirandela”.
O MCLT considera que a construção da barragem vai condenar ao desaparecimento um percurso turístico que leva cerca de 20 mil turistas, por ano, a percorrer os carris entre o Tua e Mirandela, para apreciar a paisagem no troço que sobreviveu ao encerramento da década de 90. Para os responsáveis deste movimento cívico, a decisão agravará a desertificação da região e também levará à perda de património público, com a destruição de estações, degradação das obras de arte ou a sua venda a particulares.


Data de Publicação: 15/11/2007
Artigo de: Sandra Bento
in http://www.semanariotransmontano.com/noticia_jornalista.asp?id_noticia_jornalista=7595

UTAD já vai construir uma universidade virtual

Parece quase um mundo à parte, mas o programa de Internet Second Life (SL) já acolhe mais de sete milhões de pessoas e inúmeras instituições e empresas, que aproveitam este meio para publicidade. A UTAD prepara-se agora para entrar no mundo virtual do SL e até já tem um terreno para “construir” uma academia virtual.


A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro vai ter um local no programa internáutico Second Life, um espaço virtual e tridimensional, em que milhares de pessoas de todo o mundo criam personagens e locais que imitam a realidade. Neste programa, as pessoas podem criar empresas, comércios e interagir com os outros utilizadores, sendo que, neste momento, existem mais de sete milhões de pessoas em todo o mundo presentes no Second Life.
Durante um seminário sobre este programa, Leonel Morgado, docente do departamento de engenharias revelou que uma “fundação sem fins lucrativos” doou um espaço à UTAD, onde será criada uma “universidade virtual”, idêntica à academia transmontana, permitindo assim a todos os utilizadores do programa “visitar” a universidade.
Visto como a “Internet do futuro”, o SL pode ser muito útil na área da investigação científica. Um dos exemplos apontados nessa vertente por Leonel Morgado é o da possibilidade de se poder, por exemplo, sentar na mesma mesa, investigadores que estão “separados” fisicamente para discutir determinado assunto, bem como criar “objectos tridimen-sionalente”. Outra das possibilidades diz respeito à economia. Uma vez que no SL estão representadas pessoas reais, os investigadores poderão fazer até “simulações de clientes numa superfície comercial, sem ter clientes nem superfície comercial”, aliás, alunos de informática da UTAD já realizaram um trabalho semelhante.
O SL tem até uma moeda própria, o “linden dollar”, que apesar de não ter real valor, pelo menos directamente, pode ser comprado por dinheiro real ou então os internautas têm várias possibilidades no programa para ganharem esse dinheiro, que poderá ser depois “cambiado” para dólares reais.
A UTAD agora irá fazer um projecto de representação da academia no SL, sem se saber, por enquanto, quando é que estará pronto.
Para aceder ao SL, que é gratuito, só é necessário ir a www.secondlife.com e inscrever-se no programa.


Data de Publicação: 15/11/2007
Artigo de: Sónia Domingues
in http://www.semanariotransmontano.com/noticia_jornalista.asp?id_noticia_jornalista=7588

11 novembro 2007

Vila Real: IC26 concluído até 2010

Terça-Feira, 30 Outubro de 2007

O Itinerário Complementar 26 (IC26), entre Amarante, Mesão Frio e Régua, deverá estar concluído até final de 2010, cumprindo uma reivindicação de "muitos anos" das populações durienses, substituindo a "sinuosa e perigosa" Estrada Nacional 101.
"Mesão Frio tem sido servida por uma estrada cujo traçado remonta ao Marques de Pombal e que apresenta curvas tão apertadas que um veículo pesado tem de efectuar manobras para as conseguir fazer ", afirmou o presidente da câmara local, Marco Teixeira.

O autarca falava no decorrer da cerimónia de assinatura do contrato para elaboração do estudo prévio/projecto de execução do IC26 - Amarante (IP4)/Peso da Régua (IP3), que contou com a presença do secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos. Com uma extensão de 43 quilómetros, o IC26 beneficiará as populações de Baião, Mesão Frio e Peso da Régua.

Paulo Campos afirmou que a estrada trará ainda "benefícios" para os concelhos da margem esquerda do Douro, com particular destaque para Resende, que passará a dispor de uma ligação mais rápida e directa ao IP4. O IC26 divide-se em dois troços, designadamente a ligação entre Amarante e Mesão Frio, que tem início no actual IP4 (futura concessão do Túnel do Marão), junto ao Nó de Padronelo, e termina junto a Mesão Frio, numa extensão de 23 quilómetros. O segundo troço ligará Mesão Frio a Peso da Régua, com 20 quilómetros, iniciados junto a Mesão Frio e para terminarem em Peso da Régua (IP3).
O projecto prevê ainda a realização de obras de beneficiação da EN101. De acordo com Paulo Campos, entre Mesão Frio e Régua haverá "especiais cuidados ao nível ambiental", pois também se pretende "preservar o Alto Douro Vinhateiro, região que constitui o contínuo mais representativo e melhor conservado da Região Demarcada do Douro, aquela que é a mais antiga região vitícola demarcada".

Segundo o responsável, o estudo prévio/projecto de execução do IC26 estará concluído no final do próximo ano, havendo, depois, necessidade de validação ambiental.

in http://www.mundoportugues.org/content/1/1485/vila-real-concluido-ate/

06 novembro 2007

O comboio que não chegou à Sanábria

Projectos dos séculos XIX e XX previam chegada do comboio a Vinhais e, até, uma ligação de Bragança

O comboio que não chegou à Sanábria

Talvez não saiba, mas o comboio que chegou a Bragança, em 1906, poderia ter continuado até à estação de Puebla de Sanábria (Espanha), não fosse a falta de meios financeiros e a vitória das estradas sobre os carris.

Este é, apenas, um dos projectos ferroviários que não chegou a sair do papel durante a revolução ferroviária que tomou conta de Portugal em finais do século XIX e princípio do século XX.
Segundo Daniel Conde, do Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT), a estação de Bragança foi projectada, inicialmente, para dar continuidade à linha até à Puebla de Sanábria, através da Serra de Montesinho.
Esta intenção, afirma o defensor do caminho-de-ferro, pode comprovar-se pela estrutura da gare bragançana, que nunca foi arquitectada com o objectivo de ser o terminal definitivo da Linha do Tua.
A ligação Mirandela-Vinhais foi outra das hipóteses que esteve em cima da mesa. No entanto, concluiu-se que a construção de determinados troços ferroviários seria difícil e demasiado dispendiosa, pelo que se optou pela estrada nacional.

Ligação Mirandela-Vinhais foi outra das hipóteses que esteve em cima da mesa.

A vontade de estender a rede ferroviária era tanta, que chegou a prever-se, também, a ligação de Bragança à Linha do Douro, através do ramal do Sabor. Ou seja, o comboio partiria da capital de distrito em direcção a Vimioso e dali seguiria até Miranda do Douro, entrando na linha do Sabor. Contudo, o projecto nunca avançou, até porque o caminho-de-ferro acabou por parar Duas Igrejas, sem nunca chegar à cidade de Miranda do Douro. Assim, caiu também por terra a ligação de Bragança a Zamora, com passagem pela capital da língua mirandesa, outros dos grandes projectos pensados para o Nordeste Transmontano.
Já no Alto Tâmega pensou-se em transformar Chaves no terminal de três linhas ferroviárias, mas apenas a Linha do Corgo acabou por desembocar na cidade termal. De acordo com estudos da época, Chaves poderia ter sido o terminal da Linha do Tâmega (que não passou do Arco de Baúlhe) e do ramal de Guimarães, que ficou em Fafe. Mas, os poucos quilómetros que ainda foram construídos acabaram por ser encerrados na década de 90, como aconteceu nos troços Amarante-Arco do Baúlhe e Guimarães-Fafe.

Por: Sandra Canteiro
in http://www.jornalnordeste.com/noticia.asp?idEdicao=192&id=7933&idSeccao=1808&Action=noticia

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